A Bigorna
[ad#banner]
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
Sabe quando você tem vontade de escrever algo grandioso?
Escrever para marcar sua época? Não.
Ara levar luz aos que vivem nas trevas.
Àquele pequenino menino, estampado no topo do meu site, completamente desumanizado, uma figura patética, com os minutos contados, com a vida e todas as suas possibilidades bloqueadas pela iniqüidade dos homens que governam o mundo; àquele outro que nasceu num campo de batalha, cresceu num campo de batalha e que viu seus irmãos, seus amigos, familiares serem vítimas de homens que, sob o pretexto de cumprirem ordens, os mataram covardemente, sem ao menos o direito de uma luta justa e que, agora, cansado das desventuras da Terra, caminha, com o corpo recoberto de bombas e o dedo em um botão na esperança das bem aventuranças que lhe foram prometidas desde que ele aprendeu a ouvir e falar… Àquela infeliz que pinta o rosto para esconder lágrimas e que vende seu corpo a corações desalmados pois a elas nada restou, senão a degradação que lhes foi impingida… Àqueles que, atenazados em catres de angústia e remorso, tombaram nos caminhos do vício e do crime no momento exato em que a plumagem de suas asas se completavam mas que foram ludibriados por outros, ainda mais infelizes, que os utilizam no mercado dos entorpecentes onde uma vida humana não vale nada e o que não vale nada não merece existir… Àqueles que perdem noites de sono tentando deslindar os lances de superfície que fizeram com que atrocidades fossem cometidas e agora ele, ou ela, tem de decidir o destino de peças vivas para fazer a justiça relativa dos homens sem incorrer em erro…
Seriam muitos a serem listados aqui, os que sofrem, nas furnas da miséria ou nos galarins do poder…
Eu gostaria de saber dizer a eles todos, a nós todos, que não há efeito sem causa e que a Causa das causas a tudo observa e com nada se surpreende, pois quando soprou, talvez a milênios, seu amor e nos criou, já sabia cada movimento que faríamos e muita vez chorou de tristeza por perceber que o homem prefere cem vezes aprender pela dor, do que aprender pelo amor.
Mas que há esperança e que há futuro, para muito além dos portões…
Mas eu não encontro palavras minhas, algo que seja legitimamente meu e, assim, fico com a expressão do Mestre dos mestres:
“A cada um segundo as suas obras”.
Quando pensares que estas sendo vítima de uma injustiça, pergunta a ti mnesmo quanta vez, na esteira dos évos, não terá sido tu a assacar injustiças, aceita a tua vida como ela é e procura melhorá-la com paciência, pois a Lei Maior de Deus é o trabalho e o malho sobre a espada que permanece sobre a bigorna forja as melhores espadas…
