Intertextualidade
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Hoje de manha, na escola, tive uma aula de português que reputo mínima e uma aula de literatura que foi razoável.
Nesta aula me foi dado a conhecer um vocábulo novo:
Intertextualidade.
Pois bem, até o Word reconhece a palavra e eu não a conhecia.
Sim, não conhecia.
Mas faço uso disso o tempo todo.
Intertextualidade é o “diálogo que pode se dar entre dois textos”.
Mas não se resume a isso.
A intertextualidade (ô palavrinha) também se dá entre musica e texto, o que eu vi e texto, musica e música, poema e pintura, pintura e poema etc…
A professora, uma gata por sinal (pena que tem namorado), pediu exemplos.
Eu estava taciturno e o único que me lembrei foi o caso antigo entre Ângela Ro Ro e Zizi Possi que depois de um romance tórrido e alguns tiros trocados partiram para o debate musical e saíram, ao que me lembre, duas pérolas da MBP.
Zizi diz: O Meu amigo, meu herói, oh como dói saber que a ti também corrói a dor da solidão…
Ro Ro: Dói em mim saber que a solidão existe e insiste em seu coração, dói em mim saber que a luz que guia o seu dia, não te guia não…
Isso é intertextualidade pura como os meus textos, por mais medíocres, são baseados neste conceito.
Eu só falo do que vejo e, não tendo assunto melhor, do que sinto.
Quase sempre estou depressivo quando escrevo sobre mim…
E quase sempre, por melhor que as coisas caminhem, com ritalina ou o diabo que me carregue, estou pelo menos “um pouco deprimido”.
E não é que na escola um dos alunos me saiu com esta pérola?
Sabe professora, é bem o caso daquele cantor, o Latino (argh) naquela “musica” : “Você já foi mais humilde”, que ele apostava que tinha sido feita para Kelly Key.
Puta que pariu como to escrevendo merda hoje.
Não disse nada e estabeleceu-se amplo debate sobre o tema e a polemica.
Pus-me à parte disso e divaguei sobre os 15 minutos de fama da que já foi mais humilde (recuso-me a escrever o nome dela duas vezes) e conclui que a vida é mesmo uma coisa extremamente móvel, especialmente neste meio chamado “artístico”.
Estou aqui ouvindo Ivan Lins cantando Madalena, que fica melhor com a Elis e não me lembrava e nem lembraria da moça em questão se não fosse o cabeção lá na sala de aula…
Felizmente o que não tem qualidade não sobrevive ao escrutínio do tempo e 15 minutos passam rápido, embora tornem pessoas “menos humildes”.
A moça da bunda grande e do cérebro pequeno que fez sucesso numa destas fabricas de lixo musical ainda teve de ouvir que o “É o tchan é maior que a Carla Perez”.
Devia ser mesmo, pois sobreviveram mais alguns anos me impingindo dor e sofrimento, mas, felizmente, acabou no ostracismo que lhe é inerente.
O que se tira de tudo isso que eu escrevi?
Nada.
É um texto de um velho resmungão que só sabe falar mal do que é “moderno”, mas que não abre mão da qualidade.
Por conta disso deixei de ser DJ.
Por conta disso nunca mais o serei.
Nem que minha ultima gota de sangue seja dragada por um vampiro (coitado) eu vou tocar ‘Ntrance.
Mas pelo menos eu dei sinal de vida.
Não vai bem a vida, as coisas estão difíceis.
Aqui entrou SHE, com Charles Aznavour… Isso me faz pensar em certa mulher que é the why and where I am alive… She is maybe the mirror of my dreams
Está perdida para sempre e eu não posso fazer nada senão publicar este texto, tomar uma taça de vinho, brindar ao amor que eu não pude contextualizar em sua plenitude e chorar.
Porque eu choro.
Por este amor eu sempre choro
