Sobre o “romance” entre a TEIA PP e o Cláudio (eu).
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Sobre o “romance” entre a TEIA PP e o Cláudio (eu).
www.teiapp.com.br
Conforme eu disse anteriormente, pela necessidade de ser útil e me garantir num emprego eu sofri uma embolia pulmonar e passei meu natal num leito de hospital, na enfermaria tomando injeções na barriga. Depois de receber alta descansei alguns dias e retornei ao trabalhoi.
A princípio, sem aquele empenho todo (dizem que cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça…), mas o empenho foi aumentando, enquanto eu desenvolvia um sistema de email marketing em parceria com Daniel, funcionário da Teia até que fui requisitado para um serviço mais importante (…).
Eu tinha que lidar com o site de uma excelente arquiteta, perfeccionista ao extremo, criativa e que não aceitava não simples como resposta.
Se não pode ou não dá ela quer saber o por quê.
Caí nas graças delas, porque sou um pouco mais velho que a maioria dos programadores e isso deixa passar certo ar de, digamos, austeridade (deixem o clube dos austeros saber disso)…
E fui desenvolvendo o site dela, que era uma coisa meio p´ronta, meio inacabada, meio sabotada. Uma colha de retalhos cibernéticos com incongruências na base de dados que me impediam de prosseguir até que eu descobrir porque EOF or BOF is true (registro não encontrado).
Por maiores que fossem as dificuldades ela apresava o marko que apressava a mim e eu comecei de novo a ir além da medida…
É preciso lembrar que, em meio a tudo isso, eu era que administrava o servidor.
Porque sei o que signifia ter um servidor dominado por um trojan, tomei N precauções gratuitas para evitá-los e isso durou cinco meses.
Ai eu fui ao escritório da TEIA PP e preconizei:
Já usei todos os programas gratuitos que poderiam ser usados e estou de mãos amarradas; preciso de 19 ou 29 USD para comprar um programa que defenda esta máquina de trojans.
“Não temos verba”.
Bem, disse, eu avisei…
Não se passaram dez dias e ele veio, o maldito trojan e fez de meu servidor um carrossel de emoções.
Naturalmente eu tinha copias diárias do servidor em meu disco rígido e não foi dificuil encontrar uma solução menos dramática mas bem mais cara que a medida preventiva.
Conversei com o proprietário de uma empresa do ramo de hospedagem e ele me forneceu espaço e trafego livre por 15 dias a 200 reais (já estourou meu modesto orçamento); depois entrei em contato com o Data Center, expliquei a situação e fui notificado que estes casos a empresa resolvia apenas e tão somente com um “Reload”. Em miúdos, formatar a máquina, zerar tudo e reinstalar todos os softwares necessários para o funcionamento de um servidor WEB .
Custo 150 USD (parece-me ter oferecido uma medida preventiva de 19 USD e outra de 29 USD…).
Marko meneou a cabeça e concordou que eu fizesse o serviço.
Eu fiz, as 22H de uma quarta feira eu entrei num ciber café (meu modem tinha se queimado – eu o queimei é claro-) e dei a ordem para o reload. esperei por trinta minutos pelo email de solicitação de confirmação to reload order. Confirmei.
Fui para casa dormir, tendo em vista que isso consumiria horas e era até bom que eu dormisse um pouco…
Acordei seis horas depois com uma dor de cabeça incômoda e pedi que minha esposa me deixasse na porta do São Camilo.
Lembro-me de ter descido do carro, caminhado pela passarela que leva ao interior do hospital e não ver mais nada.
Conta minha esposa que eu cheguei a tomar morfina para controlar a dor e poder fazer uma ressonância magnética (máquina infernal).
Não se chegava a acordo com relação a mim e eu nada sabia do que acontecia, esta inconsciente.
Quando acordei, três dias depois, estava na UTI do São Camilo.
Não sabia de absolutamente nada e entrei em total desespero.
Alguém me acalmou dizendo que eu estava na UTI e que “tudo estava bem”.
Procurei meu nextel para falar com a TEIA e nada. Nem o celular.
Estava isolado no inferno.
Sabia-se que eu tinha uma meningite, mas não se sabia de que ordem ela era..
E não poderiam puncionar minha coluna pois eu tomava anti coagulantes e as conseqüências seriam funestas.
Eu estava tomando plasma por todos estes dias e me recusei a comer qualquer coisa que me trouxessem.
Marko não apareceu na UTI do São Camilo.
Quando eu recebi alta do São Camilo (da UTI) fui removido para o hospital Vila Mariana, de propriedade da Dix Amico.
Quando me acomodaram num leito eu pedi a minha esposa o rádio e entrei em contato com o Marko.
Cláudinho, ele disse. Que bom que você está consciente. Mas nós precisamos de você, era uma sexta feira, pode nos ajudar a configurar o servidor?
Eu disse que amanha, sábado, eu faria isso, e de fato o fiz.
Montei toda uma tabela de DNS com base na tela que eu sou capaz de projetar em minha visão e em 4 horas o servidor esta UpLine.
Um grande discurso de agradecimento e minha esposa dormia a sono largo na cama dela no apartamento do Vila Mariana.
No dia seguinte esperei pela minha esposa, esperei que ela fosse para casa e chamei, num domingo, o Marko pelo rádio e perguntei como “seriam as coisas dali para frente”…
Ele fez um longo discurso que rezava que eu sempre moraria no coração dele, mas ele me queria na teia, mas em outras funções.
Tudo o que eu sei na vida e consertar computadores, criar sites e administrar servidores. O que ele queria para mim.
Eu disse que tinha entendido a mensagem.
Depois que eu recebi alta eu o comuniquei e ele não me passou mais serviços.
Pagou o salário do mês que eu trabalhara, pediu o nextel de volta e ainda reteve consigo uma cópia do meu CPF por seis meses…
Fui demitido, sumariamente, sem direito algum, num leito de convalescência de hospital.
Que tipo de homens fazem isso?
Homens do tipo de Marko kekligian.
