A arte de amar
Virei enfermeiro!
Eu, que sou uma galinha para injeções, picadas, destros e tudo o que corta e pica me vi na necessidade de auxiliar minha esposa numa medicação injetável.
De manha ela aplica na barriga.
À noite eu aplico nas costas.
Confesso que tomei até certo gosto por fazer porque, em se tratando de uma pessoa a quem eu amo, sou capaz de qualquer coisa e, na hora de retirar o medicamento da ampola, entro em hiperfoco e não sobra uma bendita gotinha lá dentro.
Mas, quem diria.
Eu, que pensei que não teria ninguém para cuidar de mim recebi, de Deus, o encargo de cuidar de alguém que cuida de mim.
E convém não menoscabar esta confiança que Deus deposita em mim, pois se ele confia em mim, diante dos outros, para que eu realize esta ou aquela tarefa, resta-,e mostrar, diante dele, confiança em mim mesmo.
Mas todas as vezes que vou aplicar eu peço: Meu Deus, faça com que não doa.
E Ele me ouve a maior parte das vezes.
Vou chegando à conclusão que amar tem destas coisas:
Aplicar injeções na pessoa amada, mesmo que doam, para que ela possa continuar vivendo ao meu lado.
É complicada esta arte de amar!…


setembro 3rd, 2008 at 14:20
Parábens pelo blog ^^
Translúcido, sólido e sentimental… =]
setembro 8th, 2008 at 23:37
É ilimitado o que se pode fazer, e algo improvável também, às vezes.
Cuidar de alguém que vc ama, vira uma dádiva entre uma agulha e uma prece