Pelo dia das mães

Minha mãe me abandonou quando eu tinha 10 anos e, portanto, não tenho nenhum furor (uterino ou extra uterino) com a data que vem se avisinhando.
Certo, eu sei a falta que ela me fz, mas também sei a falta que ela não me faz.
Cinco anos morando nas ruas, sendo “educado por putas” me mostraram que eu tenho mesmo é que ser mais eu.
Mas eu sou um caso à parte, quase que uma coisa à parte.
Sei, ee sei bem, que para muitos a mãe foi e é o diferencial de suas vidas e que podem, hoje, serem chamdas de heroínas da retaguarda.
muitos darão presentes para as mães, e muitos venderão presentes para as mães.
A estes ultimo eu ofereço uma dica: Como deixar sua loja mais bonita para o dia das mães.
E eu ofereço meu carinho à minha mãe postiça, Fátima, que quando eu estava para completar 18 anos comoveu-se com minha história, com minha dor e com o fato de eu “morar andando” e me deu duas calças, três camisas e um par de sapatos apertados e, sobretudo, um emprego de lavador de pratos na boate Louvre, que já não existe mais.
Fátima, há cerca de 30 anos eu não a vejo, e há cerca de 30 anos eu não a esqueço.
Se eu a visse agora me colocaria genuflexo e beijaria seus pés…
Com amor
Cau

This entry was posted on sexta-feira, abril 24th, 2009 at 09:33 and is filed under Minhas observações. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

Leave a Reply