A cúmplice
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Hoje, dia vinte e cinco de maio de dois mil e nove, Ano da Graça do Senhor, meu casamento completa oito anos!
E como foi interessante esta jornada!
Descobri em minha mulher mais que uma amante.
Encontrei nela uma cúmplice…
Oito anos de tal forma exponenciados que parece que foi ontem que, através de uma conversa via celular, nós nos decidimos por viver juntos.
Difícil foi ser recebido pela família dela, eu que o diga, mas, também, pudera, eu apareci repentinamente e como marido!
Ninguém estava preparado para isso e eu posso entender.
O que vale é que hoje me aceitam e respeitam.
Mas o que vale mesmo é que minha esposa me compreende e me respeita da forma que eu sou, INCONDICIONALMENTE.
Ao longo de oito anos fizemos vida.
Compramos apartamento, trocamos de carro três vezes, adquirimos bens e, a despeito de tudo, do HIV, da doença etc.
Estamos juntos.
Lembro-me que há alguns meses eu tinha de aplicar injeções nela, injeções de fuseon, para ajudá-la a manter-se viva.
E hoje ela me aplica injeções de clexane, um anticoagulante, para me ajudar a manter-me vivo.
O que teria planejado deus quando nos mandou ao mundo com uma diferença de 47 dias?
Não sei. Deus tem um senso de humor esquisito e suas piadas, sempre cósmicas, muitas vezes me deixam como que apatetado
Oito anos
Em toda a minha vida, vida repleta de amores, nunca consegui ficar três anos com uma mulher e, para ser franco, não agüentava um ano sem começar a traí-las.
Hoje não é a assim M*. conseguiu transformar este mar em fúria num lago sereno onde se pode até mesmo beber água.
Não posso dizer o nome de M* sem lhe complicar a vida e, assim, fica por M* mesmo.
De quebra um recado para o Juca Chaves:
Você idealizou.
Eu encontrei.
Te amo
Cau
